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quarta-feira, abril 08, 2009

E acabou a putaria...


Mais uma edição do Big Brother Brasil que chega ao fim. (amém!)
E podemos dizer que nao foi nenhuma suuuper edição... sinceramente, esse pessoal tava bem sem graça..
enfim,
Parabens ao Maxxx! Curta seu 1 milhão, que voce é o mais novo contratado-cobaia da rede Glodo de Televisão. (y)
showwww de bola, xuxu!
E viu, rapaz... so dando um toque...
[sussurando] voce sendo gay ou nao, apareça na Parada Gay, so pra fazer um social e manter o misterio "sera que ele é?" so pra dar mais polemica... ;)
sabe como eh, ne?!
Televisão é movida a esse tipo de coisas...

ficaadica. ;)

Thammy Gretchen lança marca de energéticos


Nova empresária quer casal Lindsay Lohan e Samantha Ronson para a parada gay de SP


Thammy Gretchen agora é empresária e está se preparando para lançar uma marca de energéticos. Para garantir que o lançamento no dia 22 de maio seja em grande estilo, a filha de Gretchen pretende trazer ao Brasil o casal Lindsay Lohan e Samantha Ronson.

“O [energético] ‘Pride’ leva a bandeira gay e acho que elas são um casal que representa bem essa bandeira. Pensamos em trazer a Samantha para tocar na festa que vai acontecer no hotel Cambridge, em São Paulo, juntamente com a presença de Lindsay”, contou ao site Ego.com.

O escritório de Thammy está em contato com a DJ para contratá-la. A nova empresária ainda deseja que o casal fique no Brasil para acompanhar a parada gay do dia 14 de junho.

Não custa nada tentar
Será possível a presença do casal no lançamento do energético de Thammy? Em mais um capítulo da novela Lindsay & Ronson, o casal parece ter terminado o relacionamento de vez.

Samantha Ronson e sua irmã Charlotte Ronson deram ordens para que Lindsay fosse impedida de entrar na festa em que a DJ tocava. Enfurecida, a atriz disparou ofensas contra a ex-namorada no microblog Twitter.

Em uma sequência de mensagens reproduzidas pelo site Perezhilton.com, Lindsay acusa Samantha de traidora e de usar drogas. “Fui enganada, você é uma traidora. Estou contando isso publicamente porque seus amigos chamaram a revista US para falar sobre mim. Você venceu: partiu o meu coração. Agora, vá embora. Eu amei você”, descarregou Lohan.

-> Há! Ela quer a Lindsay Lohan... ´pooouxa vida, entao eu quero a Jolie, pode ser?!
pq sera que a Tammy quer essas duas?! [sussurro] polemicas, polemicas, polemicas.
Tudo pra aumentar o ibope dela, e la vamos nos ela de nvo no Super Pop... ¬¬'

As dores e as delícias de ser lésbica

Helena e Beatriz ensinam uma esforçada recém-convertida a se situar


Por Beatriz Almeida e Helena Moraes


- Meu amor, eu tenho uma coisa pra te confessar.
- O que foi?
- Eu ia te mandar flores ontem, mas eu não sabia se... err... era isso que uma mulher fazia quando namorava outra.
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
- Por que você está rindo de mim? Pare! Eu simplesmente não sei como funciona!

Vinda da minha namorada "recém-convertida", aquela foi a declaração mais fofinha dos últimos tempos. No entanto, aquilo representava bem mais do que uma declaração de amor. Era a mistificação do lesbianismo, a mania retrógrada e machista que a sociedade tem de achar que em toda relação deve existir um homem (dominante) e uma mulher (dominada). Durante muito tempo me ofendi com o termo opção sexual. Afinal, quem, no mundo inteiro, escolheria ser lésbica se tivesse uma opção? É sempre mais esperto ir pelo caminho mais fácil. Por essas e outras, sempre preferi usar o termo identidade sexual.

No entanto, no exato momento em que a minha namorada linda me olhou com cara de criança pequena ávida por conhecimentos e perguntou-me o que era ser lésbica, tive a mais absoluta certeza de que não queria ser outra coisa no mundo.

- Meu amor, eu não estou rindo de você, eu estou rindo da concepção que você tem de ser gay, e de como você vai ficar maravilhada em saber que não é bem assim que as coisas funcionam.
- E como é? Me conta!
- Bom, primeiro não existe essa coisa de passiva e ativa, de dominante e dominada. São duas pessoas que se amam e decidiram unir as suas vidas. Não há papéis sociais definidos. Não há homem-mulher, apenas duas mulheres que escolheram ficar juntas. - E o que isso significa exatamente?
- Que você pode me mandar flores quando quiser, que pode abrir a porta do carro pra mim ou puxar a cadeira de um restaurante se te der vontade e que você pode descobrir que seduzir é tão instigante quanto ser seduzida.
- Fala mais!
- Bom... tem também a coisa da amizade. Eu não estou falando que você não pode ser melhor amiga do seu marido, mas dificilmente entenderá porque você TEM que fazer as unhas na hora do almoço, porque a gente sempre diz que está sem roupa para sair mesmo com o guarda-roupas cheio, ou porque insistimos em tomar cafezinho com adoçante depois de comer uma fatia enorme de bolo de chocolate! E outra... ele pode até dizer que sim, mas nunca vai entender de verdade o que é uma TPM!

Isso sem falar na suavidade de um beijo feminino, na delicadeza do corpo, na relação de doação que existe na hora do sexo... mas essa parte você já sabe!

- Nossa, por que eu não comecei a namorar mulheres antes?
- Não é bem assim, meu amor. Você vai ter que enfrentar um dos sentimentos mais desesperantes com o qual um ser humano tem que lidar: a sensação de injustiça. Você vai ser apontada na rua, virar alvo de piadinhas, sofrer os mais diversos tipos de preconceitos, sentir muitas vezes o ar de desapontamento por parte de pessoas que você ama e se importa. E, o pior, tudo isso por tentar ser feliz ao lado da pessoa que você ama. Ser lésbica definitivamente não é um mar de rosas.

Nesse momento a minha namorada percebeu que toda a minha empolgação e segurança a respeito da minha opção sexual tinha ido para o espaço. Eu não conseguia mais olhar para ela, porque nao haveria mais certeza nas minhas palavras.

- Bia, eu acho que eu entendi então o que é ser lésbica. É seguir o coração. É amar e respeitar independente do julgamento dos outros. É não se deixar abalar e ter a convicção de que aquilo é a coisa certa a se fazer, que ninguém pode ser recriminado por amar.
-É....
- Agora é a hora em que você cala a boca, pega na minha mão e me prova que tudo isso vale a pena, como você faz todos os dias.

fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/2_105_64095.shtml

Lily Allen pode encerrar carreira musical


A polêmica e bissexual assumida cantora Lily Allen, apesar de ter apenas 23 anos e dois álbuns gravados, anunciou que pode encerrar sua carreira musical. Lily disse ao jornal London Lite que a sua turnê atual pode ser a última.
“Depois deste álbum e desta turnê, tenho um novo negócio em mente, mas não posso dizer o que é ainda. Estou pensando em desistir definitivamente da música”, afirmou.

Entre os novos projetos da cantora estaria até a abertura de uma loja de fantasias com peças desenhadas por ela e pela amiga Jaime Winstone.

Acostumada a chamar atenção com suas declarações, Lily Allen caiu mais ainda nas graças do público LGBT ao defender recentemente a comunidade gay em entrevista a revista inglesa GT. Ela também declarou ao jornal britânico The Sun que gosta de ir a clubes para ver moças fazendo stripteases e que a atriz Lindsay Lohan é uma mulher perfeita.

fonte: Parada Lesbica.

União Homoafetiva

Confira as perguntas que a Advogada Alessandra Milano respondeu para o Parada Lésbica sobre União Homoafetiva no Brasil e saiba como anda a Lei no Brasil. As perguntas foram elaboradas por nossa querida Lisa, também advogada.

1. Qual a visão da legislação brasileira sobre a união entre homossexuais?

Ainda não há regulamentação legal para a união estável homoafetiva, isso é fato. Além disso, o tema enfrenta resistência no Judiciário, por praxe conservador, para ser juridicamente aceito e reconhecido.

Hoje, no Brasil, funciona assim: pessoas do mesmo sexo que quiserem viver juntas e ter direitos semelhantes aos de um casal heterossexual terão de fazer um contrato para formar uma sociedade. Sua relação, na maior parte das vezes, será discutida não na Vara de Família, mas na Vara Cível.

Os doutrinadores de Direito são unânimes em considerar que não pode haver casamento entre pessoas do mesmo sexo, tendo em vista ser exigência ou requisito fundamental para a caracterização legal do casamento a diversidade sexual. O mesmo ocorre com a união estável, que, legalmente, ainda exige que os companheiros sejam um homem e uma mulher.

Mas, certo é que o Direito deve acompanhar as mudanças de paradigmas morais e avanços sociais, científicos e tecnológicos. Assim, o Judiciário não pode fechar os olhos para essa necessidade de mudança. Isso tem feito com que muitas decisões, em nossos Tribunais, venham inovando com relação ao que se conhecia em Direito de Família até agora, desvinculando a entidade familiar do casamento propriamente dito. Até porque, hoje em dia é possível e socialmente aceito a reprodução sem sexo, sexo sem matrimônio e, muitas vezes, matrimônio sem reprodução (casais sem filhos por opção). Dessa forma, a idéia central das relações familiares passa a ser a mutua assistência afetiva e não mais a mera procriação da espécie.

Assim, se o casamento não é mais a única forma de constituição familiar, abre-se espaço para o reconhecimento de outras formas, aí incluída união homoafetiva.

O termo união homoafetiva, diferente do que acontece com “união homossexual”, se refere ao vínculo de afeto e não somente à conotação sexual do relacionamento.

2. Os casais do mesmo sexo possuem algum direito no Brasil? Quais?

Sim, sem dúvida.

O ideal é que os casais gays e lésbicas que decidam construir uma vida juntos, elaborem um contrato de sociedade de fato ou parceria civil. Esta é a forma mais segura de comprovar a existência da união e garantir os direitos advindos dela. O contrato deverá ser registrado em Cartório.

Esse documento poderá, por exemplo, substituir a certidão de casamento na relação de documentos exigidos pelo INSS para a concessão de Pensão por Morte do companheiro ou companheira. Mas é importante deixar claro que, para isso, normalmente há a necessidade de um processo judicial pleiteando uma decisão que declare a existência, de fato, de uma entidade familiar que mereça ser resguardada com os mesmo direitos e obrigações que receberia um casal heterossexual. Para isso, o contrato registrado será um argumento muito forte.

Ele formaliza a intenção da vida em comum, da estabilidade e durabilidade do relacionamento e determina, inclusive, regras para questões patrimoniais, previdenciárias, entre outras. Muitas vezes, homossexuais que querem entrar com pedido de herança ou pensão têm dificuldades para provarem a relação, mesmo porque muitos relacionamentos são mantidos em segredo.

3. Juridicamente, quais as principais desvantagens de um casal homossexual para um casal heterossexual?

A maior e mais óbvia desvantagem é o fato de não existir uma legislação regularizando as uniões homoafetivas. Esse fato, por si só, leva ao casal homossexual uma insegurança jurídica.

Assim, não existe a certeza ou garantia de que a relação, ainda que duradoura e regularizada através de contrato registrado, será juridicamente reconhecida. O que há é uma expectativa de direito. Tudo vai depender de uma decisão judicial.

No mundo jurídico dizemos que não existe direito líquido e certo.

4. Há projetos de lei em andamento para uma possível mudança na Lei?

Sim, existem projetos que aumentam a pilha de propostas engavetadas na Câmara dos Deputados.

O pioneiro foi há doze (12) anos, o Projeto de Lei n.º 1.151/95, da então Deputada Marta Suplicy que propôs a Legalização da Parceria Civil entre Pessoas do mesmo Sexo. Seu texto permitia aos casais homossexuais usufruirem de direitos como, recebimento de heranças do parceiro, pensões, plano de saúde em comum e aquisição de bens conjuntos.

Atualmente tramitam, a passos lentos, no Congresso Nacional, vários projetos como o projeto de lei nº 6874/06, da deputada Laura Carneiro (PFL-RJ), que institui o contrato de união homoafetiva, alterando o Código Civil (Lei nº 10406/02) e estabelecendo que duas pessoas do mesmo sexo poderão constituir união homoafetiva por meio de contrato que disponha sobre suas relações patrimoniais; e o Estatuto das Famílias, Projeto de Lei nº 2.285/07, do deputado Sérgio Barradas Carneiro, é uma proposta atualizada de regulamentação dos novos arranjos familiares, entre estes, os decorrentes da união homoafetiva.

5. Algum Estado possui maiores benefícios em relação aos casais do mesmo sexo?

Como nosso Judiciário é Estadual, existem alguns Estados menos conservadores. O mais avançado em suas decisões em geral, e com relação às uniões homoafetivas em particular, é o Estado do Rio Grande do Sul, onde tais uniões são tratadas, na maioria das vezes, pelas Varas de Família e não pelas Varas Cíveis e analisadas com critérios bem mais atuais.

6. Qual a possibilidade de um casal homossexual adotar uma criança configurando como grupo familiar?

Legalmente falando é totalmente possível, visto que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), no seu artigo 43 diz que: “A adoção poderá ser deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivos legítimos”.

Assim, se os parceiros tiverem um lar estável, onde cumpram com os deveres, dêem assistência recíproca, convivam num ambiente digno e tranquilo, não se poderá negar a existência de uma real vantagem para o adotando.

Ocorre que, na prática, a adoção é sempre mais complicada e depende da decisão de um juiz que poderá concordar ou não com a adoção por casais homossexuais. Como os critérios para a concessão da adoção são subjetivos, muitos casais gays e lésbicos preferem adotar a criança em nome de apenas um dos parceiros da união. Isso porque, infelizmente, a adoção ainda é mais fácil para um solteiro do que para um casal homossexual, ainda que isso gere prejuízos para a criança adotada.


Alessandra Milano Morais
Advogada - www.advocaciamilanomorais.com.br

->Temos nossos direitos, sapatas. ;)

Enquete Parada Lésbica: A mais bonita acima dos 40 anos.

Elas são mais maduras, menos tímidas, mais realistas, vividas e - principalmente! - sabem muito bem o que querem. Somando a isso, hoje em dia com tantas técnicas e cirurgias estéticas disponíveis, a mulher acima dos 40 anos não é em nada parecida com as mulheres das gerações passadas, elas realmente conseguem se passar por sua irmã.



E estão mais ativas sexualmente também. Segundo uma pesquisa realizada em 14 países (inclusive o Brasil) com mais de 14 mil mulheres na faixa etária de 40 anos, casadas ou que mantêm um relacionamento amoroso estável e possuem uma vida sócio-econômica ativa, 76% consideram sexo fundamental em um relacionamento. A velha desculpa do “tô com dor de cabeça hoje, benzinho” ficou esquecida, o pique e a libido continuam e todas nós sabemos que sexo é bom e muito bem vindo, não?



Com tudo isso na cabeça, eu fui dar uma santa googlada e pesquisar umas celebridades. Im-pres-si-o-nan-te a quantidade de mulheres lindas, gostosas (opa!) e maravilhosas que estão “na ativa” e você nem se dá conta. Olhando a data de nascimento e fazendo as continhas de cabeça eu pensava “Não pode ser!” ou “Ixi, tô ruim na matemática”, mas era tudo verdade.



Então, sem mais delongas, resolvi fazer essa enquete/votação para ver a opinião de vocês leitoras, experts no assunto de mulheres lindas (hehehe), quem é a celebridade mais-mais que já passou na curva dos quarenta. Vamos lá moçoilas, moças e senhoritas, taquem o dedo no mouse e vote na sua artista preferida; vamos celebrar a sensualidade dessas ilustres “senhoras”!!

Lembrando que a enquete fechará no dia 17, portanto voltem aqui para checar a grande vencedora na semana que vem. E, antes de reclamarem que eu não sou nacionalista, logo pra frente eu faço das celebridades brasileiras.

Fernanda R. (Parada Lésbica)

-> Pra votar na enquete é so passar la na Parada, e votar... ;) e como diz o poeta, é panela velha que faz comida boa. uahauuahuauah' (essa foi péssima ¬¬')

Pink revela que está grávida


Falando a MTV Europeia, Pink acidentalmente revelou essa novidade enquanto explicava por quê sua nova turnê foi cancelada antes de chegar ao final na Austrália, que estava previsto apra Maio.

“A dança, a coreografia, a correria e toda aqueles movimentos giratórios não são bom para mim agora, não na condição que estou”, revelou para a anfitriã Maria Magdalena.

Quando perguntada se isso significava que ela estava fora de forma, Pink enlouqueceu: “Não é nada disso, não tem nada de muito hamburgueres vegatarianos, se é isso que você está implicando, sua desgraçada!”.

Pink abriu o jogo e revelou a gravidez, mas negou que o pai seja o seu ex-marido Carey Hart. Logo depois ela anunciou: “aquele fracassado é noticia velha, de maneira alguma eu ia deixar ele chegar perto da minha foo-foo“, disse Pink. “O que é importante agora para mim não é quantas tatuagens o cara tem ou como ele trata bem do cabrito dele. O que eu almejo agora é… bem, é algo que nenhum cara me proporcionou antes”.

“Eu tenho gasto meu tempo com as minhas amigas - nada sexual, okay! - somente uma noitada assistindo L Word, seguida de uma sessão de carinhos bem quentes e suados. E agora eu suponho que Deus abençoou meu lindo e escultural corpo com uma criança. Ou talvez eu esteja grávida de gatinhos. Para ser honesta, eu não sei muito bem como essas coisas funcionam”.

Fonte: Parada Lesbica.

sexta-feira, abril 03, 2009

Only Pride

Em novembro de 2008, inaugurou na Baixada Santista o Casebre Bar & Lounge, uma das únicas opções GLS da região. Entretanto, a vizinhança não aprovou o público do local, que foi obrigado pela Prefeitura a fechar as portas.

Mas os responsáveis pelo Casebre não desistiram de oferecer à comunidade LGBT da Baixada Santista opções de lazer: no próximo dia 09/04 eles promovem a festa Only Pride em novo lugar no Centro de Santos.

A novidade é que, além do dark room, a casa vai disponibilizar o “pink room” só para meninas. Agitam a pista os DJs Lekos (tribal), Rodrigo Bunny (electro) e o convidado Sandrinhu Castro (prog).

Serviço:
Festa Only Pride
09/04 às 22h
c/ flyer: R$ 13,00
s/ flyer: R$ 15,00
R. Visconde do Rio Branco, 49 – Centro/Santos
Ao lado da Alfândega

-> Cahhh, me espere em Santos.. hauuahuahuah'

Oração aos homofóbicos

Por Paco Llistó do Dykerama.

"Eu não posso deixar que ninguém saiba que eu não sou hétero. Isso seria tão humilhante. Meus amigos iriam me odiar, com certeza. Eles poderiam até me bater. Na minha família, já ouvi várias vezes eles falando que odeiam os gays, que Deus odeia os gays também. Isso realmente me apavora quando escuto minha família falando desse jeito, porque eles estão realmente falando de mim... Às vezes eu gostaria de desaparecer da face da Terra."

É assim que Bobby, um jovem americano de 20 anos, descreve em seu diário a angústia de ser gay e de não ser aceito pela própria família ultra-católica. Bobby é o protagonista de “Prayers for Bobby”, filme que não tem previsão de estreia no Brasil e que foi produzido pelo canal de TV Showtime.


Assisti ontem a esse belo e tocante filme. Fiquei emocionado com a grandeza épica da produção, que conta com Sigourney Weaver no elenco (em atuação absolutamente convincente). Por ter sido produzido para a TV, “Prayers for Bobby” tem caráter doutrinador, porque em certos momentos contrapõe de maneira incisiva a visão preconceituosa da Igreja em relação aos homossexuais. Por esse motivo, o longa tem importância não apenas como obra artística, mas também como mensagem institucional (duas entidades gays são citadas, a P-FLAG, que reúne pais de homossexuais nos EUA, e a ICM – Igreja da Comunidade Metropolitana, que tem representação aqui no Brasil).

Fiquei pensando numa maneira de orar pelos preconceituosos, que insistem em nos “curar” e que usam a Bíblia para nos atacar. Vamos entoar a oração e pedir para que um dia o mundo seja um pouquinho mais tolerante?

Pai,
Perdoai aqueles que se dizem Seus porta-vozes
Que acreditam que estão fazendo justiça em Vosso nome
Tem compaixão por Seus filhos que usam a Bíblia para proferir inverdades contra nós

Pai,
Sabes que o que fazemos não é pecado
Que amamos nosso igual porque cremos na dádiva maior que é o Amor
Sabes também que temos fé e que nossas crenças não são diferentes da maioria

Por isso, Pai, proteja-nos dos ataques que recebemos diariamente
Orienta-nos para seguirmos sempre o melhor caminho
Olhe por nossa proteção e existência

Em nossa luta diária, dê-nos força para mudarmos o mundo
Para plantarmos a tolerância e a união
E orientarmos os preconceituosos em direção ao respeito

Pai,
Perdoai os homofóbicos
Eles não sabem o que fazem

Amém!

A Mulher em nos.


Jean Wyllys escreve:

É uma característica marcante das culturas gays aquela inversão de gênero na hora de se referir ou se reportar aos pares. Em outras palavras, é comum que um homossexual masculino assumido e que participa de alguma cultura gay trate um amigo ou colega como se ele fosse uma mulher. “Ela é mulher, eu sei”, dizem uns para se referir à homossexualidade daquele que não é assumido. “Você vai ficar com aquele cara? Ele é praticamente uma mulher”, comentam aqueles que desejam apontar e depreciar a feminilidade do outro. “A senhora está podendo, não é?”, falam os que querem elogiar os amigos. “Eu sou bonita, meu amor, b-o-c-e-t-a, bonita!”, debocham os que não se levam a sério. “Sou rica, absoluta!”, emendam os que se levam a sério...

Os exemplos se multiplicam, quem participa da cultura gay sabe disso. Sem falar dos apelidos que os gays recebem dos – e dão aos - amigos e que são versões “femininas” dos verdadeiros nomes masculinos. Versões que, em geral, terminam com o sufixo “ete”. Exemplos? Silvio: Silvete; Ely: Eliete; Gildásio: Gildete; e por aí vai...

Em minha intimidade, eu também troco as pessoas e troco os pronomes, como disse Renato Russo em Meninos e meninas. Mas, sempre troco pessoas e pronomes com propósitos positivos. Eu sou um feminista. Identifico com as mulheres e gosto de mulheres não só por saber que o movimento gay nasceu do movimento feminista, mas, sobretudo, porque a cultura reservou ao gênero feminino o que tem melhor. Concordo com Gilberto Gil que a melhor porção de um homem é sua porção mulher, aquela que o faz viver. E estou certo, como o está Chico César, de que já fui mulher, eu sei, e de que nenhuma mulher me basta. Nasci de uma mulher, convivi com mulheres em casa e na escola e namorei bastante com mulher...

Mas, nem todo homossexual masculino se relaciona com as mulheres dessa maneira, principalmente com as mulheres lésbicas. Vigoram entre os gays uma misoginia (aversão a mulheres) e um machismo assustadores; aqueles mesmos machismo e misoginia que vigoram também entre as próprias mulheres (por exemplo, é muito comum uma mulher dizer que mulher nunca é amiga de outra e que, por isso, prefere ser amiga de homens). Há guerra de sexo no seio da comunidade LGBT. Nem sempre há harmonia entre as cores de nosso arco-íris. Os gays, travestis e transexuais estão sempre jogando aberto ou fechado com o universo cultural feminino. Estão sempre ou se refletindo no espelho da mulher ou fugindo de seu reflexo naquele espelho. A única coisa certa é que um homossexual masculino nunca é indiferente às mulheres.

Se você mora em São Paulo e se interessa ou se interessou por esta discussão, então, você não pode perder o debate A mulher em nós - feminismo, misoginia e guerra dos sexos entre LGBT´s, que vai reunir a escritora, cantora e compositora Vange Leonel, a jornalista Ana Fadigas (criadora e ex-editora de G Magazine) e eu e que vai acontecer no próximo dia 06 de abril, segunda-feira, na Livraria Cultura do Market Place Shopping Center (Avenida Dr. Chucri Zaidan, 902) a partir das 19h. Você é nosso convidado especial! Na seqüência, farei o lançamento de TUDO AO MESMO TEMPO AGORA, meu terceiro e mais novo livro. Apareçam.